Segundo o relatório de notícias do SilverInstitute de fevereiro de 2022 alguns depósitos de prata devem a sua formação a bactérias de ocorrêncianatural, de acordo com pesquisadores que encontraram prata em fezes de vermesantigos fossilizadas de 500 milhões de anos nos territórios do noroeste doCanadá.


A área, perto do Círculo Polar Ártico, já foisituada perto da linha do equador. À medida que os continentes mudaram ao longode milhões de anos, as rochas contendo bactérias e outros materiais orgânicos migrarampara o norte. “A América do Norte parece diferente agora do que no períodocambriano”, disse Julien Kimmig, professor assistente de pesquisa do Penn State’s Earthand Environmental Systems Institute.“Atualmente, o Ravens Throat River Lagerstätte (um lagerstätte é um depósito defósseis preservados, às vezes incluindo tecidos moles) está no meio dasMontanhas Mackenzie. Mas durante o período que estamos a estudar, estamos a olharpara um ambiente de plataforma mais profundo completamente abaixo d’água.”


Quando Kimmig e seus colegas da University ofSaskatchewan estudaramas fezes fossilizadas sob um microscópio eletrónico, encontraram silicatos decarbono, pirita e alumínio, mas também ficaram surpresos ao ver outra coisa. “Eentão algo realmente brilhante apareceu no meio da tela do nosso instrumento, equando olhamos para o mesmo, era prata elementar”, disse Kimmig principal autordo estudo. Eles verificaram as rochas ao redor em busca de depósitos adicionais deprata, mas não encontraram nada além de vestígios. “Se você observar osdepósitos de prata, geralmente encontrará outros elementos associados à prata,como chumbo e zinco. Não vimos quantidades elevadas desses elementos em nosso local,então havia diferentes mecanismos em ação por trás da criação deste depósito emcomparação aos depósitos de minério. As Montanhas Mackenzie possuem algunsricos depósitos de minério (e existem várias minas na região), mas nenhuma temcomposição de prata elevada sem níveis elevados de outro elemento metálico”.


Figura 1 – Grandes Depósitos de Prata nosTerritórios do Noroeste do Canadá Podem ter sido Formados por Bactérias


Fonte: Silver Institute.


Está bem documentado que as bactérias podemextrair prata dos rejeitos de minas, então havia uma ligação estabelecida entreos dois. Após um estudo mais aprofundado, Kimmig e sua equipa perceberam que aatividade microbiana provavelmente desempenhava um papel no acúmulo de prata noesterco de verme fossilizado.


Ele disse: “Provavelmente tivemos as fezesprimeiro, depois tivemos algumas bactérias ou algas a crescerem nas fezes, ealgumas delas provavelmente estavam a lixiviar prata da coluna de água. Paraformar a maior peça de prata que encontramos, que mede 300 micrômetros, acolônia microbiana deve ter um tamanho relativamente decente”. A prata provavelmentefoi extraída de salmoura localizada no oceano, observou Kimmig.


“Isto também pode indicar que, embora o fluxode fluido tenha um grande papel na formação de depósitos de minério, algunsdepósitos de minério podem ter ajuda bacteriana, e estes microrganismos podemter desempenhado um papel importante na criação de alguns de nossos maioresdepósitos de prata ou ouro no passado geológico”, concluiu Kimmig.



André Marques