O relatório de notícias do Silver Institutede dezembro de 2020 trouxe informações sobre a produção de nanopartículas de prata a partir depimentas habanero e do o uso da prata em smartphones antibacterianos e em baterias.


– PimentasHabanero Produzem Nanopartículas de Prata de Maneira Ecológica


A produção denanopartículas de prata a partir de plantas, frutas e vegetais é cada vez maiscomum, pois o método oferece um método ecologicamente correto combinado commateriais abundantes e de baixo custo. Os cientistas usaram morangos, romãs,algas marinhas, abacaxis/ananás e, agora, pimentas habanero.


O método envolvea síntese de nanopartículas de prata por meio de um processo conhecido comoredução química, que separa as nanopartículas de prata do nitrato de prata aointroduzir a solução em substâncias com altas propriedades de oxidação.


Neste caso, ospesquisadores David Omar Oseguera-Galindo e Eden Oceguera Contreras, ambos daUniversity of Guadalajara (no México) e Dario Pozas-Zepeda, da University ofColima (também no México) escolheram os habaneros não só pelo seu conteúdoantioxidante, mas também por causa de sua importância económica como umacultura tradicional mexicana. Estudos demonstraram que a flora com alto teor deantioxidantes, como a pimenta, ajuda a aumentar o rendimento dasnanopartículas.


“A novidade destapesquisa é que oferece um esquema da formação de nanopartículas de prata pelométodo de biossíntese”, disse Oseguera-Galindo na SPIE, o journal of the InternationalSociety for Optics and Photonics.“Neste esquema está incluído um possível mecanismo das biomoléculas e seuefeito na redução do íon prata por favorecer a formação de nanopartículas.”


Nãosurpreendentemente, os experimentos do grupo mostraram que quanto maishabaneros foram adicionados à solução de nitrato de prata, mais nanopartículasforam capazes de produzir. O artigo de pesquisa original apareceu no Journal ofNanophotonics.


Figura 1 –Nanopartículas de Prata são Sintetizadas com a Ajuda de Pimentas HabaneroPicantes


Fonte: Silver Institute.


– Smartphone Antibacterianode Nível Militar usa Tecnologia à Base de Prata


O Bullitt Group, sediado no Reino Unido, e fabricante de smartphones de nível militar,apresentou seu primeiro telefone antibacteriano usando a tecnologia Biomaster (que fornece proteção de 24 horas pordia, 7 dias por semana, contra micróbios que podem causar degradação, manchasou odores) à base de prata.


O smartphone CatS42 (que é à prova d’água, à prova de choque e tem propriedadesantibacterianas à base de prata) foi projetado para uso militar, mas estarádisponível ao público em 2021 por cerca de US$ 400. A empresa espera incluir atecnologia Biomaster em todos os seus smartphones até o próximo ano. A tela éfeita de Corning Gorilla Glass 5s.


Como o telefone éà prova d’água, pode ser lavado com água e sabão, bem como desinfetantesquímicos e alvejantes. Funcionários da empresa dizem que isto o tornaespecialmente aplicável para profissionais de saúde.


Os revestimentosBiomaster são usados em muitos produtos comerciais e de consumo, incluindosacolas de compras reutilizáveis, papel de escritório e embalagens.


– Baterias de Óxidode Prata Ajudam a Manter o Mercúrio Longe dos Aterros Sanitários


O fabricante debaterias de relógios Murata anunciou que já produziu mais de 4 mil milhõesde unidades de micro baterias de óxido de prata sem mercúrio, evitando que 3200kg de mercúrio potencialmente entrassem no ambiente a partir de bateriasgastas.


Murata, compradapela Sony em 2017, fez as primeiras baterias de óxido de prata disponíveiscomercialmente e sem mercúrio em 2004. As baterias de óxido de prata commercúrio foram produzidas pela primeira vez pela empresa em 1977.


O mercúrio jáhavia sido adicionado às baterias tipo botão para reduzir os níveis de gáshidrogénio e a pressão que este produzia dentro do compartimento da bateria. Estapressão às vezes causava vazamento durante o armazenamento de longo prazo. Noentanto, os engenheiros da Murata conseguiram eliminar o mercúrio por meio deuma solução de vedação exclusiva para manter a pressão do ar dentro da bateriasem romper o invólucro.


As baterias deóxido de prata não são consideradas perigosas de acordo com as diretrizes doDepartamento de Transporte dos EUA e o descarte de baterias de óxido de pratano lixo doméstico regular é permitido na maioria das jurisdições. As bateriasde óxido de prata têm uma alta relação energia/peso e mantêm uma saída detensão quase constante até que sejam totalmente descarregadas.


O mercado debaterias de óxido de prata, incluindo baterias tipo botão, está previsto pelaAccurize Market Research para atingir US$ 21.46 mil milhões em 2026, crescendoa uma taxa de crescimento anual composta de 4.3% de 2019 a 2026. A região daÁsia-Pacífico dominou o mercado global de baterias de óxido de prata em 2018devido à alta demanda da China, Japão e Índia.


Figura 2 – Juntaem forma de J que Atua como Vedação para Manter a Pressão do Ar dentro da Bateriasem a Necessidade de Mercúrio


Fonte: SilverInstitute.

 


André Marques