O relatório de notícias do Silver Institute de outubro de 2020 trouxe informações sobre o uso da prata na produção de pesticidas ecológicos ena impressão 3D de plásticos.


– Nanopartículas de Prata Ajudam a Produzir PesticidasEcológicos


Cientistas do Xishuangbanna Tropical BotanicalGarden (XTBG), na Província de Yunnan, China sintetizaram nanopartículas deprata usando o extrato de folhas de um arbusto medicinal tradicional quedemonstrou ser eficaz contra cupins e outras pragas, atacando o sistemadigestivo dos insetos.


As folhas são adicionadas a uma solução denitrato e as nanopartículas de prata são extraídas através de um processoconhecido como biossíntese. Veja este processo na figura abaixo:


Figura 1 – Processo de Extração das Nanopartículasde Prata Através da Biossíntese


Fonte: Silver Institute.


“A integração da nanotecnologia para o manejoeficiente de pragas está ganhando força para superar os desafios e asdesvantagens das abordagens tradicionais”, escreveram em seu artigo pesquisadoresliderados pelo Prof. Yang Xiaodong, investigador principal do estudo. “Noentanto, raramente são vistos estudos relativos ao controle de pragas de cupinsusando nanopartículas biossintetizadas.”


O arbusto utilizado nestes experimentos é oGlochidion eriocarpum, cujas raízes e folhas são empregadas como remédiostradicionais para dor de dente, disenteria, eczema de pele e outros males.


O paper apontou: “Nosso estudo preliminarsugere potenciais promissores de PsAgNPs (nanopartículas de prata à base de plantas)para o manejo de pragas nos setores florestal e agrícola para evitar danos aárvores vivas, madeira, culturas, etc. Como as práticas sustentáveis demanejo de pragas exigem baixo risco ao meio ambiente e à biodiversidade,recomendamos que estudos mais amplos sejam realizados para elucidar acompatibilidade ambiental das PsAgNPs.”


O artigo foi publicado no Journal of HazardousMaterials.


– A Prata Oferece Novas Cores para Caixas PlásticasImpressas por Máquinas 3D


Uma técnica de impressão 3D rápida conhecidacomo Laser Powder Bed Fusion (LPDF) é um método comum para produzir rapidamenteestojos e gabinetes para dispositivos eletrónicos como smartphones ouimpressoras convencionais. Mas possui uma desvantagem: só pode imprimirplástico preto.


Porém, pesquisadores da University ofDuisburg-Essen, na Alemanha, descobriram que, ao introduzir pequenas quantidades de nanopratano pó de poliuretano termoplástico usado para impressão, eles podem produzircaixas de cor amarela e talvez cores adicionais ao variar a quantidade deprata.


“O uso de lasers de diodo baratos e compactospara LPBF na faixa do visível ou do infravermelho próximo é altamente desejado,mas atualmente, apenas objetos pretos podem ser impressos por impressoras alaser de mesa”, escreveram os pesquisadores em seu artigo. “Neste estudo, apresentamos uma nova maneira de produzir peças coloridas pormeio de impressão 3D a laser.”


Experimentos anteriores mostraram que nanogold(nanopartículas de ouro) também mudará a cor da caixa, mas a prata é menos carae menos propensa à aglomeração do que as nanopartículas de ouro. Como asnanopartículas ficam na superfície dos grãos de pó e não apenas misturadas, ascores também são homogéneas.


Figura 2 – Nanopartículas de Prata Permitemque os Plásticos Impressos em 3D Possam ser Amarelos


Fonte: Silver Institute.



André Marques