O Banco de Portugal publicou hoje os dados de novembro de 2021 sobre asemissões e amortizações de títulos em Portugal.


Em novembro de2021, as amortizações de títulos excederam as emissões em € 433.2 milhões. As amortizaçõesde títulos de dívida foram superiores às emissões em € 902.1 milhões. Já asemissões de títulos de capital (ações) superaram as amortizações em € 468.9milhões.


Figura 1 –Títulos Emitidos, por Instrumento | Emissões Deduzidas de Amortizações, em Milhõesde Euros (2019-2021)


Fonte: Banco dePortugal.


As administraçõespúblicas amortizaram mais € 984.2 milhões em títulos do que emitiram. Já as emissõesdas sociedades financeiras e das sociedades não financeiras ultrapassaram asamortizações em € 482.9 e € 68.05 milhões, respetivamente.


Figura 2 –Títulos Emitidos, por Setor Institucional | Emissões Deduzidas de Amortizações,em Milhões de Euros (2019-2021)


Fonte: Banco dePortugal.


O valor total detítulos emitidos por entidades residentes em Portugal diminuiu € 983.77 milhõesatingindo € 488.6 mil milhões no final de novembro de 2021. Este decréscimodeveu-se à diminuição, de € 2 mil milhões, do valor dos títulos das sociedadesnão financeiras, explicada sobretudo pela desvalorização de ações cotadas. Já ovalor dos títulos de dívida pública aumentou € 1 mil milhão, impulsionado pelasua valorização.


Figura 3 –Títulos Emitidos, por Tipo de Instrumento | Valor Total em Fim de Mês, em Milhõesde Euros


Fonte: Banco dePortugal.


Figura 4 –Títulos Emitidos, por Setor Institucional | Valor em Fim de Mês, em Milhões de Euros


Fonte: Banco dePortugal.


O Banco dePortugal também afirma que, do total de € 310.6 mil milhões de títulos dedívida vivos no final de novembro, estavam previstas, para os 12 mesesseguintes, amortizações de 13.6% (€ 42.2 mil milhões).


Destacavam-se asadministrações públicas, com amortizações de € 9.4 mil milhões para outubro de2022, e as sociedades não financeiras com amortizações de € 5.2 mil milhões emdezembro de 2021. Este último valor corresponde sobretudo a papel comercial, uminstrumento de financiamento de curto prazo muito utilizado pelas empresasportuguesas e que costuma ser objeto de renovação (amortização acompanhada denova emissão, também de curto prazo). Por isto, afirma o banco de Portugal, é previsívelque se registe sistematicamente um valor elevado de amortizações calendarizadaspara os 30 dias após o fim do mês.


Figura 5 – AmortizaçõesCalendarizadas de Títulos de Dívida, Em Milhões de Euros


Fonte: Banco dePortugal.



André Marques