Na nossa série “Em Conversa Com…”, falamos com figuras-chave da Elementum em toda a Europa. Hoje, damos as boas-vindas a Armando Pinto, Diretor-Geral da Elementum Portugal. Desde a fundação da Elementum Portugal até à crescente importância do ouro e da prata: nesta entrevista, Armando Pinto fala sobre a sua trajetória profissional, o desenvolvimento do mercado português de metais preciosos, a crescente procura por ativos tangíveis seguros e por que as estratégias de longo prazo são mais importantes do que nunca.
1. FALE-NOS UM POUCO SOBRE A SUA TRAJETÓRIA PROFISSIONAL. COMO É QUE TUDO COMEÇOU E HÁ QUANTO TEMPO ESTÁ NA ELEMENTUM?
A minha trajetória profissional na Elementum remonta a uma época anterior ao lançamento oficial da empresa em Portugal. Conheço a empresa desde 2009, o que me permitiu acompanhar de perto a evolução do modelo de negócio, das soluções oferecidas e do posicionamento no mercado internacional.
A Elementum iniciou oficialmente a sua atividade em Portugal em 2011, no âmbito da sua estratégia de expansão. Desde então, estive intimamente envolvido no desenvolvimento nacional, o que me permitiu adquirir uma compreensão profunda da dinâmica do mercado e das necessidades específicas dos clientes.
Em 2015, assumi a direção da Elementum Portugal, função que exerço até hoje. Este passo representou um marco importante na minha carreira profissional, uma vez que assumi a responsabilidade pela consolidação da presença no mercado, pelo crescimento sustentável e pelo desenvolvimento da empresa em Portugal.
Ao longo dos anos, o meu foco centrou-se, em particular, na orientação estratégica da empresa, no desenvolvimento e formação das equipas, bem como na construção de relações duradouras e de confiança com clientes e parceiros. Ao mesmo tempo, foi importante para mim promover uma cultura empresarial baseada na excelência, na responsabilidade e na criação de valor sustentável – fatores que considero decisivos para o sucesso a longo prazo da Elementum Portugal.
2. DESDE QUANDO A ELEMENTUM PORTUGAL ESTÁ EM ATIVIDADE E COMO É QUE A EMPRESA SE TEM DESENVOLVIDO DESDE ENTÃO?
Embora a Elementum já estivesse presente em Portugal em 2011, considero o ano de 2015 como o verdadeiro ponto de partida estruturado do desenvolvimento do negócio, uma vez que foi nessa altura que assumi a direção da empresa. A partir desse momento, conseguimos implementar uma estratégia mais consistente, orientada para o crescimento sustentável, a profissionalização dos processos e uma maior proximidade com o mercado.
Desde então, a evolução tem sido marcada por um crescimento sólido e contínuo, impulsionado, em particular, pela crescente notoriedade da marca e pela crescente confiança dos clientes. Um dos marcos mais importantes foi o ano de 2020, quando a procura por metais preciosos – especialmente ouro e prata – aumentou significativamente. O fator determinante para isso foi a incerteza económica mundial, que voltou a colocar em destaque o papel destes ativos como instrumentos de proteção e preservação do valor.
Desde então, a empresa tem registado um crescimento anual contínuo – tanto em termos de volume de negócios como de número de clientes. Esta evolução reflete não só a crescente procura, mas também a capacidade da Elementum de responder às exigências do mercado com elevados padrões de serviço, transparência e credibilidade.
A rentabilidade também evoluiu de forma positiva, apoiada por uma gestão empresarial prudente, eficiência operacional e uma estratégia orientada para o longo prazo. Atualmente, a Elementum Portugal posiciona-se como uma referência reconhecida no setor dos metais preciosos e beneficia de uma crescente consciencialização dos investidores quanto à importância do ouro e da prata no âmbito de uma estratégia de diversificação e proteção do património.
3. COMO DESCREVERIA A SITUAÇÃO ATUAL DO MERCADO DOS METAIS PRECIOSOS EM PORTUGAL?
O mercado de metais preciosos em Portugal tem registado uma evolução claramente positiva nos últimos anos. Isto reflete não só as tendências globais, mas também uma crescente maturidade dos investidores portugueses.
Tradicionalmente, os investimentos em ouro e prata não desempenhavam um papel particularmente importante para os investidores particulares em Portugal. No entanto, este panorama está a mudar cada vez mais, especialmente em tempos de incerteza económica e financeira. A procura por ativos tangíveis reais, considerados instrumentos de preservação de valor, ganha cada vez mais importância.
Neste contexto, verifica-se que a consciência dos investidores particulares é hoje significativamente maior do que há alguns anos. Os investidores estão cada vez mais preocupados com a diversificação e a proteção do seu património contra a inflação, as flutuações do mercado e os riscos geopolíticos.
É precisamente aqui que a Estratégia 7Estrelas Elementum desempenha um papel decisivo. Esta abordagem estruturada baseia-se numa constituição disciplinada e gradual de carteiras de metais preciosos, tendo em conta a diversificação, a minimização do risco e uma visão de longo prazo. Desta forma, uma decisão de investimento muitas vezes espontânea torna-se parte integrante de uma estratégia patrimonial sustentável.
Ao mesmo tempo, observamos que os investidores procuram cada vez mais aconselhamento profissional e soluções estruturadas. Isto contribuiu para um mercado mais informado, exigente e profissional, reforçando a confiança nas empresas que operam com transparência, credibilidade e acompanhamento a longo prazo.
Em resumo, o mercado português de metais preciosos encontra-se numa fase de crescimento sustentável, impulsionado por uma procura cada vez mais consciente e qualificada. A integração de abordagens estruturadas, como a Estratégia 7Estrelas Elementum, reforça não só a confiança dos investidores, mas também a maturidade deste segmento de mercado.
4. OS INVESTIDORES PORTUGUESES PREFEREM OURO OU PRATA – E PORQUÊ?
Historicamente, os investidores portugueses têm demonstrado uma clara preferência pelo ouro. Isto deve-se sobretudo a fatores culturais, uma vez que o ouro é tradicionalmente visto como uma reserva de valor segura, tangível e reconhecida a nível mundial. Ao longo de várias gerações, o ouro foi considerado um símbolo de estabilidade e proteção do património, o que explica a maior procura em comparação com outros metais preciosos.
Nos últimos anos, porém, este panorama mudou significativamente. Hoje em dia, o que é decisivo não é tanto a questão «ouro ou prata», mas sim o desenvolvimento de uma estratégia de investimento adequada e estruturada.
Embora muitos investidores comecem por ter uma preferência natural pelo ouro, à medida que adquirem mais conhecimento, desenvolvem uma melhor compreensão da diversificação e da gestão de risco. Consequentemente, a estratégia passa a assumir um papel mais proeminente do que a mera escolha do metal.
É precisamente aqui que abordagens estruturadas, como a Estratégia 7Estrelas Elementum, revelam o seu valor acrescentado. Ajudam os investidores a construir, passo a passo, uma carteira de metais preciosos equilibrada e orientada para o longo prazo – independentemente das preferências iniciais.
Fatores económicos como a inflação, a volatilidade dos mercados financeiros e a incerteza geopolítica reforçaram ainda mais esta tendência. Ao mesmo tempo, a maior disponibilidade de informação e de aconselhamento profissional contribui para uma melhor literacia financeira e para decisões mais fundamentadas.
Em resumo, pode dizer-se que, embora o ouro continue a ter um forte significado emocional e cultural, o mercado está a evoluir cada vez mais para uma abordagem estratégica. O foco está cada vez menos no metal em si e cada vez mais numa estratégia de investimento orientada para o longo prazo.
5. EM MUITOS PAÍSES, A PRATA ESTÁ A GANHAR CADA VEZ MAIS IMPORTÂNCIA DEVIDO À PROCURA INDUSTRIAL E AO SEU POTENCIAL DE VALORIZAÇÃO. OBSERVA UMA TENDÊNCIA SEMELHANTE TAMBÉM EM PORTUGAL?
Sim, esta tendência tem-se vindo a manifestar cada vez mais também em Portugal, embora com um certo atraso em relação a outros mercados mais maduros. Durante muitos anos, em Portugal, a consciência do potencial da prata foi limitada. Muitas vezes, a prata foi subestimada ou simplesmente recebeu menos atenção do que o ouro.
No entanto, este panorama está a mudar gradualmente. A crescente difusão de informação, aliada aos desafios económicos e ao desejo de diversificação, levou a que os investidores prestem hoje mais atenção à prata – não apenas como reserva de valor, mas também devido à sua significativa procura industrial e ao seu potencial a longo prazo.
Neste contexto, o aconselhamento profissional desempenha um papel decisivo. Na Elementum, a aplicação de métodos estruturados, como a Estratégia 7Estrelas Elementum, contribuiu significativamente para aprofundar a compreensão dos investidores. Através de uma abordagem clara, pedagógica e orientada para o longo prazo, a prata não é vista como uma alternativa ao ouro, mas sim como um complemento estrategicamente sensato.
Assim, mesmo os investidores que inicialmente não tinham considerado a prata estão cada vez mais a reconhecer a sua importância no âmbito de uma estratégia patrimonial equilibrada. Esta crescente consciencialização conduz a um aumento gradual da procura, que se orienta pelas tendências internacionais, mas se adapta à estrutura do mercado português.
Em resumo, pode dizer-se que, embora Portugal não tenha tido historicamente uma compreensão profunda do potencial da prata, esta situação está claramente a mudar. Através da educação financeira, do aconselhamento e de estratégias estruturadas, a prata está a ganhar cada vez mais importância e a estabelecer-se como uma componente essencial de uma alocação patrimonial abrangente.
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