Em agosto, osbancos centrais, globalmente, adicionaram 28.4 toneladas de ouro emsuas reservas. Em julho, adicionaram 30.1 toneladas.


O banco centralda índia foi quem fez a maior adição: 12.9 toneladas. Foi o terceiro mêsconsecutivo de compras significativas de ouro pelo banco central indiano.


O Uzbequistãoadicionou 8.7 toneladas de ouro às suas reservas em agosto. Em julho, adicionou8.4 toneladas.


O Cazaquistão adicionou5.3 toneladas de ouro em agosto; a Turquia, 2.8 toneladas.


A Sérvia fezoutra pequena compra de 0.1 tonelada. O banco central sérvio adicionou pequenasquantidades de ouro às suas reservas todos os meses deste ano.


A única venda significativado metal foi feita pelo Catar: 0.9 tonelada. A Mongólia e a República Tchecatambém realizaram pequenas vendas.


O ritmo de comprade ouro do banco central desacelerou um pouco em julho e em agosto, devido àfata de grandes compras. Entre março e junho, houve vários aumentos em grandeescala nas reservas da Tailândia, Hungria e Brasil. As compras líquidas globaisno primeiro semestre do ano chegaram a 331 toneladas, 39% acima da média doprimeiro semestre de cinco anos.


Um analista doWorld Gold Council (WGC) que é muito cedo para sugerir que a tendência recentede compra tem perdido força: “Os bancos centrais declararam seu sentimentopositivo em relação ao ouro, e é improvável que isto mude em breve. Mas semcompras maiores como vimos entre março e junho, prevemos níveis mais modestosde compra daqui para frente.”


O Banco centralda Polónia pretende aumentar suas reservas de ouro em 100 toneladas em 2022 para fortalecer a estabilidade financeirado país.


De acordo com a pesquisa dereservas de ouro dos bancos centrais feita pelo WGC, 21% dos bancos centrais doglobo pretendem adicionar ouro às suas reservas no próximo ano. Em 2020, estapercentagem foi de 20%. A pesquisa também destacou a deterioração da confiançano dólar americano (USD) e a continuação da tendência da desdolarização (umadiminuição de reservas em dólar americano) por parte de alguns bancos centrais.


“Os entrevistadoscontinuam a prever mudanças estruturais de longo prazo no sistema monetáriointernacional, continuando a tendência indicada na pesquisa do ano passado. Avisão em relação ao dólar americano apresentou tendência de queda, com metadedos entrevistados afirmando que o dólar cairá abaixo de sua proporção atual. Osbancos centrais continuam a pensar que a proporção do renminbi chinês vaiaumentar, com 88% dizendo que vai crescer além dos níveis atuais.”


Depois derecordes de compras de ouro por parte dos bancos centrais em 2018 e 2019, houveuma diminuição em 2020, quando o total de compras foi de 273 toneladas. Em2019, as compras totalizaram 650.3 toneladas; em 2018, 656.2 toneladas. Segundoo WGC, 2018 foi o ano que registou a maior compra de ouro por parte dos bancoscentrais desde a suspensão da convertibilidade do USD em ouro (na época, apenas para bancos centrais,não incluindo pessoas singulares/físicas e coletivas/jurídicas) em 1971. 

 


André Marques