{"id":241927,"date":"2021-09-27T17:47:03","date_gmt":"2021-09-27T16:47:03","guid":{"rendered":"https:\/\/elementum.pt\/2021\/09\/27\/philipp-bagus-o-mito-da-austeridade-da-zona-euro\/"},"modified":"2022-08-01T12:33:11","modified_gmt":"2022-08-01T11:33:11","slug":"philipp-bagus-o-mito-da-austeridade-da-zona-euro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/elementum.pt\/pt-pt\/philipp-bagus-o-mito-da-austeridade-da-zona-euro\/","title":{"rendered":"Philipp Bagus | O Mito da Austeridade da Zona Euro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:center;\"><span><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/elementum.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/9649646-1.png\" width=\"600\" height=\"250\" alt=\"\" \/><br \/><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><strong><br \/><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><strong>Nota do Editor<\/strong>: Este artigo \u00e9 antigo(<a href=\"https:\/\/mises.org\/library\/myth-austerity\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">publicado em 2012<\/a><\/span><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">), mas creio que seja uma boa demostra\u00e7\u00e3o de como os governos da zona euro n\u00e3ochegaram realmente a fazer uma austeridade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">Muitos pol\u00edticos e <a href=\"https:\/\/www.ft.com\/content\/47045e96-df95-11df-bed9-00144feabdc0#axzz29qISF42h\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">comentaristas<\/a><\/span><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">, como <a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2012\/06\/01\/opinion\/krugman-the-austerity-agenda.html?_r=0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Paul Krugman<\/a><\/span><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">, afirmam que o problema da Europa \u00e9 a austeridade, ou seja, h\u00e1 gastosgovernamentais insuficientes. O argumento comum \u00e9 o seguinte: devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3odos gastos do governo, h\u00e1 demanda insuficiente na economia, levando aodesemprego. O desemprego torna as coisas ainda piores \u00e0 medida que a demandaagregada cai ainda mais, causando uma queda das receitas do governo e umaumento de seus d\u00e9fices. Os governos europeus pressionados pela Alemanha (quen\u00e3o aprendeu com as <a href=\"https:\/\/www.spiegel.de\/wirtschaft\/soziales\/euro-krise-wie-merkel-uns-in-den-ruin-treibt-a-839903.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pol\u00edticas supostamente fat\u00eddicas<\/a>&nbsp;<\/span><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">do chanceler Heinrich Br\u00fcning) reduzemainda mais os gastos do governo, diminuindo a demanda por meio da demiss\u00e3o defuncion\u00e1rios p\u00fablicos e cortes das transfer\u00eancias governamentais. Isto reduz ademanda ainda mais em uma espiral infind\u00e1vel de mis\u00e9ria. O que pode ser feitopara sair da espiral? A resposta dada pelos comentaristas \u00e9 simplesmente acabarcom a austeridade, aumentar os gastos do governo e a demanda agregada. PaulKrugman at\u00e9 argumenta a favor de uma <a href=\"https:\/\/www.huffpost.com\/entry\/paul-krugman-alien-invasion_n_1609805\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">prepara\u00e7\u00e3o contra uma invas\u00e3o alien\u00edgena<\/a><\/span><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">, o que induziria o governo a gastar mais. Assim a hist\u00f3ria continua. Mas isto\u00e9 verdade?<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><br \/><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">Em primeiro lugar, existe realmenteausteridade na zona euro? Algu\u00e9m poderia pensar que uma pessoa \u00e9 austera quandoela economiza, ou seja, se ela gasta menos do que ganha. Bem, n\u00e3o existe nenhumpa\u00eds na zona do euro que seja austero. Todos eles gastam mais do que recebem emreceitas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">Na verdade, os d\u00e9fices do governo s\u00e3oextremamente elevados, em n\u00edveis insustent\u00e1veis, como pode ser visto no gr\u00e1ficoa seguir, que retrata os d\u00e9fices do governo em percentagem do PIB. Tenha emconsidera\u00e7\u00e3o que os n\u00fameros de 2012 s\u00e3o o que os governos desejam.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:center;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/elementum.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Figure1_4-1.png\" width=\"600\" height=\"500\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">Os n\u00fameros absolutos dos d\u00e9fices do governoem mil milh\u00f5es\/bilh\u00f5es de euros s\u00e3o ainda mais impressionantes:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:center;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/elementum.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Figure2_2-1.png\" width=\"600\" height=\"500\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">Outro bom retrato da austeridade \u00e9 compararos gastos dos governos \u00e0s suas respetivas receitas (o qu\u00e3o maior \u00e9 o gastop\u00fablico em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 receita, em termos percentuais).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/elementum.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Figure3_1-1.png\" width=\"600\" height=\"500\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">Imagine que uma pessoa que voc\u00ea conhecegasta 12% a mais do que sua renda em 2008, gasta 31% a mais no ano seguinte,gasta 25% a mais em 2010 e 26% a mais em 2011. Voc\u00ea consideraria esta pessoa \u00e9 austera?E voc\u00ea consideraria este comportamento sustent\u00e1vel? Isto \u00e9 o que o governoespanhol fez. A Espanha mostra-se incapaz de mudar este curso. Perversamente,esta &#8220;austeridade&#8221; \u00e9 ent\u00e3o responsabilizada pelo mau desempenho daeconomia espanhola e pelo alto desemprego.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">Infelizmente, a austeridade \u00e9 a condi\u00e7\u00e3onecess\u00e1ria para a recupera\u00e7\u00e3o da Espanha, na zona euro e em outros locais. Aredu\u00e7\u00e3o dos gastos do governo disponibiliza recursos reais para o setor privadoque antes eram absorvidos pelo Estado. Reduzir os gastos do governo tornalucrativos novos projetos de investimento privado e salva os antigos dafal\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">Veja o seguinte exemplo. Tom quer abrir umrestaurante. Ele faz os seguintes c\u00e1lculos. Ele estima a receita do restauranteem US$ 10 mil por m\u00eas. Os custos esperados s\u00e3o os seguintes: US$ 4000 para oarrendamento\/aluguel; US$ 1000 para eletricidade, g\u00e1s e \u00e1gua; US$ 2000 paracomida; e US$ 4000 para sal\u00e1rios. Com receitas esperadas de US$ 10000 e custosde US$ 11000, Tom n\u00e3o iniciar\u00e1 seu neg\u00f3cio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">Vamos agora assumir que o governo \u00e9 maisaustero, ou seja, reduz seus gastos. Vamos supor que o governo feche umaag\u00eancia de prote\u00e7\u00e3o ao consumidor e venda o pr\u00e9dio da ag\u00eancia no mercado. Comoconsequ\u00eancia, h\u00e1 uma tend\u00eancia de queda dos pre\u00e7os e arrendamentos\/alugu\u00e9is dasmoradias. O mesmo se aplica aos sal\u00e1rios. Os burocratas demitidos buscam novosempregos, exercendo press\u00e3o baixista sobre os sal\u00e1rios. Al\u00e9m disto, a ag\u00eancian\u00e3o consome mais eletricidade, g\u00e1s e \u00e1gua, levando a uma tend\u00eancia de pre\u00e7osmais baixos. Tom pode agora arrendar\/alugar um espa\u00e7o para seu restaurante naantiga ag\u00eancia por US$ 3000, pois os pre\u00e7os dos arrendamentos\/alugu\u00e9is est\u00e3o acair. Seus gastos com eletricidade, g\u00e1s e \u00e1gua s\u00e3o reduzidos para US$ 500, e acontrata\u00e7\u00e3o de alguns dos ex-burocratas como lavadores de pratos e gar\u00e7onsreduz seus gastos com sal\u00e1rios para US$ 3000. Agora, com receita esperada de US$10000 e custos de US$ 8500, os lucros esperados chegam a US$ 1500 e Tom podeiniciar seu neg\u00f3cio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">Como o governo reduziu os gastos, pode at\u00e9reduzir os impostos, o que pode aumentar os lucros de Tom ap\u00f3s os gastos comimpostos. Gra\u00e7as \u00e0 austeridade, o governo tamb\u00e9m conseguiu reduzir seu d\u00e9ficeor\u00e7ament\u00e1rio. O dinheiro antes usado para financiar o d\u00e9fice do governo agorapode ser emprestado a Tom para um investimento inicial para tornar as salas daantiga ag\u00eancia adequados para um restaurante. De facto, um dos principaisproblemas em pa\u00edses como a Espanha hoje em dia \u00e9 que a poupan\u00e7a real daspessoas \u00e9 absorvida e canalizada para o governo por meio do sistema banc\u00e1rio.Os empr\u00e9stimos est\u00e3o praticamente indispon\u00edveis para empresas privadas, porqueos bancos usam seus recursos para comprar t\u00edtulos do governo a fim de financiaro d\u00e9fice p\u00fablico.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">A quest\u00e3o \u00e9 a seguinte: Quem devedeterminar o que \u00e9 produzido e como? O governo que usa recursos para seuspr\u00f3prios fins (como uma ag\u00eancia de &#8220;prote\u00e7\u00e3o ao consumidor&#8221;,programas de bem-estar ou guerras), ou empreendedores em um processocompetitivo e como agentes de consumidores, tentando satisfazer os desejos dosconsumidores com produtos cada vez melhores e mais baratos (como Tom, que usaparte dos recursos antes usados na ag\u00eancia governamental para seurestaurante).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">Se voc\u00ea acha que a segunda op\u00e7\u00e3o \u00e9 melhor,austeridade \u00e9 o caminho a percorrer. Mais austeridade e menos gastos do governosignificam menos recursos para o setor p\u00fablico (menos &#8220;ag\u00eancias&#8221;) emais recursos para o setor privado, que os usa para satisfazer as necessidadesdos consumidores (mais restaurantes). A austeridade \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o para osproblemas da Europa e dos Estados Unidos, pois promove o crescimento sustent\u00e1vele reduz os d\u00e9fices governamentais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><strong>&#8211; Um PIB Menor?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">Mas a austeridade n\u00e3o reduz, pelo menostemporariamente, o PIB e leva a uma espiral descendente da atividade econ\u00f3mica?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">Infelizmente, o PIB \u00e9 um n\u00famero bastanteenganador. O PIB \u00e9 definido como o valor de mercado de todos os bens e servi\u00e7osfinais produzidos em um pa\u00eds em um determinado per\u00edodo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">Existem duas raz\u00f5es secund\u00e1rias pelas quaisum PIB mais baixo pode nem sempre ser um mau sinal.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">O primeiro motivo est\u00e1 relacionado aotratamento dos gastos do governo. Vamos imaginar um burocrata do governo quelicencia empresas. Quando ele nega uma licen\u00e7a para um projeto de investimentoque nunca se concretiza, quanta riqueza \u00e9 destru\u00edda? \u00c9 a receita esperada doprojeto ou seus lucros esperados? E se o burocrata, sem saber, impediu umainova\u00e7\u00e3o que poderia economizar mil milh\u00f5es\/bilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano \u00e0economia? \u00c9 dif\u00edcil dizer quanta destrui\u00e7\u00e3o de riqueza \u00e9 causada peloburocrata. Poder\u00edamos simplesmente pegar seu sal\u00e1rio de US$ 50 mil por ano esubtra\u00ed-lo da produ\u00e7\u00e3o privada. O PIB seria menor.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">Agora prenda a respira\u00e7\u00e3o. Na pr\u00e1tica,ocorre o contr\u00e1rio. Os gastos do governo contam positivamente no PIB. Aatividade destruidora de riqueza do burocrata aumenta o PIB em US$ 50 mil. Istoimplica que, se a ag\u00eancia de licenciamento do governo for fechada e o burocratademitido, o efeito imediato desta austeridade \u00e9 uma queda do PIB em US$ 50 mil.No entanto, esta queda do PIB \u00e9 um bom sinal para a produ\u00e7\u00e3o privada e asatisfa\u00e7\u00e3o dos desejos do consumidor.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">Em segundo lugar, se a estrutura daprodu\u00e7\u00e3o for distorcida ap\u00f3s um boom artificial, a reestrutura\u00e7\u00e3o tamb\u00e9macarretar\u00e1 uma queda tempor\u00e1ria do PIB. De facto, s\u00f3 se poderia manter o PIB sea produ\u00e7\u00e3o permanecesse inalterada. Se a Espanha ou os Estados Unidos tivessemcontinuado a usar sua estrutura de produ\u00e7\u00e3o em expans\u00e3o, teriam continuado aconstruir a quantidade de moradias que constru\u00edram em 2007. A reestrutura\u00e7\u00e3orequer um encolhimento do setor imobili\u00e1rio, ou seja, um uso reduzido dosfatores de produ\u00e7\u00e3o neste setor. Os fatores de produ\u00e7\u00e3o devem ser transferidospara os setores onde s\u00e3o mais urgentemente solicitados pelos consumidores. Areestrutura\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 instant\u00e2nea, mas organizada por empreendedores em umprocesso competitivo que \u00e9 oneroso e demorado. Neste per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o,quando os empregos s\u00e3o destru\u00eddos nos setores que estavam a disperdi\u00e7arrecursos, o PIB tende a cair. Esta queda do PIB \u00e9 apenas um sinal de que areestrutura\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria est\u00e1 em andamento. A alternativa seria produzir aquantidade de moradias de 2007. Se o PIB n\u00e3o ca\u00edsse drasticamente, istosignificaria que o boom destruidor de riquezas continuaria como nos anos2005-2007.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">A austeridade p\u00fablica \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3onecess\u00e1ria para o florescimento do setor privado e uma recupera\u00e7\u00e3o r\u00e1pida. Oproblema da Europa (e dos Estados Unidos) n\u00e3o \u00e9 muito, mas muito poucaausteridade &#8211; ou sua completa aus\u00eancia. Uma queda do PIB pode ser um indicadorde que a reestrutura\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria e saud\u00e1vel da economia est\u00e1 em andamento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">Artigo originalmente publicado no <a href=\"https:\/\/mises.org\/library\/myth-austerity\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">MisesInstitute<\/a><\/span><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">Tradu\u00e7\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o de Andr\u00e9 Marques.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><strong>Autor<\/strong>: Philipp Bagus \u00e9 presidente daElementum Internacional e professor de Economia na Universidade Rey JuanCarlos, em Madrid. Tamb\u00e9m \u00e9 membro do quadro editorial da revista <a href=\"https:\/\/www.procesosdemercado.com\/index.php\/inicio\/editores\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Processos deMercado<\/a><\/span><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">. \u00c9 autor de diversos livros que incluem A Trag\u00e9dia do Euro (<a href=\"https:\/\/mises.org\/library\/tragedy-euro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ingl\u00eas-US<\/a><\/span><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">&nbsp;e <a href=\"https:\/\/mises.org.br\/Ebook.aspx?id=71\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Portugu\u00eas-BR<\/a><\/span><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">) e <a href=\"https:\/\/www.amazon.com\/Defense-Deflation-Financial-Monetary-Studies\/dp\/3319134272\/?tag=misesinsti-20\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">In Defense of Deflation<\/a><\/span><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">. <\/span><\/span><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">E coautor de <a href=\"https:\/\/store.mises.org\/-P11031.aspx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Blind Robbery! HowThe Fed, Banks And Government Steal Our Money<\/a><\/span><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">, <a href=\"https:\/\/www.amazon.com\/-\/de\/dp\/B07SXT18Y7\/ref=sr_1_1?__mk_de_DE=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;dchild=1&amp;keywords=Small+states+bagus&amp;qid=1585056169&amp;sr=8-1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Small States. Big Possibilities<\/a>&nbsp;<\/span><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">e <a href=\"https:\/\/www.amazon.com\/Deep-Freeze-Icelands-Economic-Collapse-ebook\/dp\/B004TBCHB6?tag=misesinsti-20\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">DeepFreeze: Iceland&#8217;s Economic Collapse<\/a><\/span><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><span style=\"font-family:Verdana;font-size:18px;\"><strong>Nota<\/strong>: As opini\u00f5es expressas neste artigon\u00e3o necessariamente v\u00e3o totalmente de acordo com as da Elementum Portugal e dotradutor\/editor deste artigo.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota do Editor: Este artigo \u00e9 antigo(publicado em 2012), mas creio que 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