O relatório denotícias do Silver Institute de abril de 2021 trouxe informações sobre um composto de prataque torna possível uma “caneta eterna”, o uso da prata para detetar pesticidasem frutas e vegetais, e sensores corporais flexíveis feitos de partículas deprata.

 

– Composto dePrata Torna Possível a “Caneta Eterna”


A prata podefazer com que não seja mais necessário trocar canetas constantemente (a menosque o usuário prefira outras cores), visto que a “Caneta Eterna” durapraticamente para sempre.


Os inventores destacaneta fazem sua ponta a partir de um composto de prata que, em vez de escrevercom tinta (ou, no caso de um lápis, com grafite), a “caneta eterna” oxida asuperfície de escrita e deixa uma marca. Os desenvolvedores têm buscado buscam investimento no Kickstarter edizem que a caneta não perde sua capacidade de escrever e dura praticamente parasempre.


A caneta temcerca de 2.5 cm de comprimento. Os desenvolvedores dizem que o bico composto deprata é baseado em uma técnica de desenho centenária chamada “ponta deprata”, usada durante o período da Renascença e conhecida por ter sidousada por Leonardo da Vinci, Jan van Eyck, Albrecht Dürer e Raphael.


Osdesenvolvedores afirmam que a ponta escreve suavemente e em quase qualquermaterial, deixando marcas cinzentas semelhantes a uma escrita normal a lápis degrafite no papel. Com o tempo, expostas ao ar, as marcas passam a possuir umtom marrom quente.


Além disto, aponta nunca se desgasta, nunca precisa ser recarregada, funciona embaixod’água, não precisa ser afiada e pode escrever em qualquer posição, mesmo decabeça para baixo. O resto da caneta, é feito de titânio, cobre ou latão,conforme a preferência do comprador.


O SilverInstitute afirmou que o produto ficaria disponível a partir de agosto por US$34. O Kickstarter, na altura da publicação, havia arrecadado quase US$ 380 mil,apesar de os desenvolvedores terem buscado apenas US$ 3470.


Para ver a “canetaeterna” em ação, veja este vídeo.


– Filme Flexívelde Nanopartículas de Prata Usado para Deteção de Pesticidas e Agrotóxicos


Um grupomultinacional de cientistas multinacional (Rússia, Espanha e Cingapura)desenvolveu um filme flexível feito de nanopartículas de prata que pode serusado para detetar pesticidas em produtos agrícolas em questão de minutos, alémde identificar agrotóxicos em frutas e vegetais através de um dispositivoportátil nos pontos de retalho/varejo.


Para criar este osensor, os pesquisadores combinaram melamina (um composto à base de nitrogênio)com nitrato de prata. A mistura resulta na formação de um pó de cristal brancoe, quando expostos à luz, os cristais se decompõem e produzem um filme denanopartículas de prata.


Quando uma tirado filme é aplicada para produzir e umedecida com álcool, reúne moléculas depesticidas que indicam, por meio de um espectrômetro (dispositivo queidentifica substâncias pela luz que refletem), que os pesticidas estãopresentes.


 “Comparamos o limite de deteção de nossossensores com o de instrumentos clássicos… Nosso método é mais barato, rápidoe móvel. Além disto, já existem dispositivos portáteis e acessíveis que podemser usados para verificar a resposta de nossos filmes.”, disse AnastasiaNenashkina, chefe do projeto e aluna de Ph.D. da Universidade ITMO de São Petersburgo.


O Institutomenciona que os desenvolvedores têm buscado financiamento para promover acomercialização desta invenção.


– O Uso da Prataem Sensores Corporais Flexíveis


Pesquisadores do Soft Machine Lab na Universidade Carnegie Mellon têm trabalhado em um disco que possamedir, por exemplo, a atividade cardíaca ou cerebral sem precisar de um contatomuito preciso.Quando uma equipe médicacoloca um sensor redondo de borracha na pele de um paciente, os discos costumamter um pequeno ponto de metal no meio que carrega sinais elétricos para odispositivo de medição. Este ponto de metal deve estar em contato com a pele otempo todo para que o dispositivo funcione. Às vezes, especialmente se opaciente se mover, o ponto pode desconectar-se e as medições podem serimprecisas. Isto poderia ser resolvido pelo disco em que os pesquisadores têmtrabalhado.


A substância que elestêm usado é chamada “hidrogel”, um material macio, flexível, leve e elásticoque se adapta aos contornos do corpo, mas não é condutor elétrico. A menos não atéos cientistas o terem infundido com partículas de prata.


As descobertas, publicadas na Nature Electronics, descrevem como eles suspenderam flocosde prata do tamanho de um micrômetro (não tão pequenos quanto nanopartículas)na matriz de hidrogel, o que permitiu ao material manter suas propriedades aoadicionar condutividade elétrica.


De acordo comfuncionários do laboratório, este foi um processo complicado. As tentativasanteriores apenas ofereceram uma trade-off (decisão que envolve diminuir ouperder uma qualidade, quantidade ou propriedade de um conjunto ou design emtroca de ganhos ou aumentos nos mesmos aspetos) entre melhor condutividadeelétrica e flexibilidade. Agora, no entanto, eles acreditam que resolveram estaquestão.


“Com sua altacondutividade elétrica e alta conformidade ou ‘elasticidade’, este novocomposto pode ter muitas aplicações em bioeletrónica e muito mais”, disseCarmel Majidi, professor de engenharia mecânica. “Os exemplos incluem umadesivo para o cérebro que tem sensores para processamento de sinal, umdispositivo de geração de energia vestível para alimentar eletrónicos e telasextensíveis”.


Além de poder serusado para ajudar a medir os sinais elétricos dos pacientes, o disco cominfusão de prata pode introduzir impulsos elétricos para estimular o movimentomuscular. Esses estímulos são usados para tratar distúrbios do movimento motor,como a doença de Parkinson ou doenças musculares resultantes de trauma ou AVC.


Veja neste GIF como estes sensores podem estimular os músculos do braço.



André Marques