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O fascínio pelo Ouro

O fascínio pelo Ouro


O fascínio pelo Ouro é intemporal. Gerador de paixões, intrigas e guerras, fruto da ambição de poder e status que sempre conferiu, é um dos ativos preferidos em contextos de incerteza ou de insegurança, que muitos defendem estar a viver-se atualmente. Mas será que é uma alternativa de investimento a considerar por todos? Naturalmente, dependerá de cada um, dos seus conhecimentos, objetivos, património e perfil de risco.

A utilização do ouro como moeda confunde-se com a História. Consta que as primeiras emissões organizadas aconteceram na Grécia antiga em 700 A.C. As características físicas do ouro, nomeadamente a durabilidade, maleabilidade e escassez permitiram distinguir-se como meio de troca universalmente aceite e reserva de valor. Este último atributo – reserva de valor – é talvez o mais importante e levou a que o ouro estivesse na base de sistemas monetários, nomeadamente o Padrão Ouro e Bretton Woods. Com o fim de Bretton Woods, deixou de existir uma ligação entre a moeda emitida pelos países e o ouro por eles detido. Muitos portugueses ainda se recordarão das notas de escudos com a inscrição “ouro”. Atualmente não há essa ligação entre o dinheiro e o ouro, pelo que o sistema assenta apenas na confiança – é o sistema de moeda fiduciária.

Resultado de imagem para nota de mil escudosNota 1000 Ouro

Após muitos anos de comportamento lateral dos preços, a cotação do ouro começou a subir nos finais de 2001. Nesse momento o contexto era de aumento da aversão ao risco, decorrente da queda das bolsas iniciada na Primavera de 2000, dos ataques em Nova Iorque e da iminência de um conflito armado no Médio Oriente, que veio a suceder. É também a partir dessa altura que os principais bancos centrais facilitam o crédito e abre-se a porta à criação de mais moeda, direta ou indiretamente (“shadow money”). A subida do preço do ouro acompanha depois o ciclo de subida das commodities e de queda do dólar, com o racional de que o mundo se tornaria muito mais inflacionista. O ouro seria uma forma de proteção contra a subida dos preços. Em meados da primeira década do século XXI começam a ser criados muitos veículos de investimento em ouro e outras matérias-primas, alguns deles fortemente alavancados, nomeadamente ETF, CFD e fundos de investimento. Acontece, deste modo, a democratização do “ouro financeiro” que é uma forma de investimento em ouro alternativa a deter ouro físico.

ouroEvolução mensal do preço da onça de ouro desde 1984

A crise económica que se seguiu ao colapso do subprime nos EUA teve como resposta dos bancos centrais a criação e injeção de moeda em grandes quantidades, algo que se verifica até hoje. Deste modo, a confiança na capacidade de o dinheiro continuar a representar riqueza tem vindo a diminuir de forma significativa. Por outro lado, a crise da dívida da zona euro resultou em dúvidas quanto à sobrevivência da “moeda única” assim como a capacidade de os bancos honrarem os seus depósitos. Eventos mais recentes, como os do Chipre, acentuaram a percepção desse risco.